Se pensou que o título deste blog era sobre gatos, pouco tem a ver com eles, especificamente. Mais tem a ver com a foto que ilustra o fundo da abertura. É uma foto que só conseguimos obter do google view. Basicamente porque quando fomos bater a foto do gato na cumeeira da casa simples, ele tinha sido substituído por um monótono telhado de eternit.
Impressionante a velocidade em que está se perdendo as coisas em Curitiba. Temos uma lista enorme delas e corremos para ver se registramos os últimos momentos.
Na casa deste gato, nos perdemos na referencia e achávamos que tínhamos perdido a casa e o detalhe. Mas depois de algum tempo, Maria teve a ideia de consultar novamente o google maps e voilá. Não a tínhamos perdido para sempre.
É no detalhe e no efêmero que se revelam sutilezas inesperadas. O que encontrarmos vamos compartilhando sem sequer passar pelo crivo do acerto do especialista. São as percepções que elaboramos e nos despertaram o interesse. Muitas delas as últimas vezes que serão avistadas. E todas elas contam histórias, do proprietário, de acontecimentos e do esquecimento generalizado que vivemos atualmente.
Sobre o detalhe em si, muitas casas apresentam essas sutilezas. E isso nos tem maravilhado como pequenos presentes colocados ali por algum motivo. Alguem, algum dia se interessa e nota. E recebe o presente da grata surpresa. Simples, efêmera, mas permanente. Por mais que passe centenas de vezes, em todas elas sempre se surpreenderá uma vez percebida e a faísca da memória não se apagará.
Perder este detalhe, perdeu o pequeno grande charme da casa. Assim como mudar o telhado para a monotonia do eternit. O gato estava na rua Coronel Dulcídio, entre a Sete de Setembro e a Silva Jardim.

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