Não era muito frequente passarmos pela Iguaçu, mas, como uma velha conhecida, ela sempre estava por lá, distinta das demais. A grande área em que estava e rodeada de velhos ciprestes trazia ainda mais o clima temperado de outras latitudes.
Num dia inesperado, estava cercada e condenada e... foi-se.
Essa casa sempre nos pareceu muito simpática. As proporções entre os volumes muito harmoniosa, estes pequenos blocos de pedra espalhados na fachada, o muro com telhinhas e gradil diferenciado, além de toda história que deveria conter fazem sentir o ar nostálgico.
O mais interessante seria ter informações completas da casa como plantas, arquiteto, concepções, móveis que continha, genealogia da família, tudo isto dá contexto ao imóvel e foge-se de um discurso exclusivamente estético e catalográfico. Mas é um tipo de trabalho que envolve grande quantidade de tempo, preparação e antecipação e desejo dos envolvidos de que tudo isto fique documentado. Na provinciana Curitiba é muito improvável.
Numa época de construções pasteurizadas, homogenizadas, preferimos o ar nostálgico de construções com um passado mesmo que sem muita significação arquitetônica para os especialistas. Basicamente porque simplesmente elas nos comovem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário