quarta-feira, 22 de maio de 2013

ERA UMA VEZ... uma curitibana germânica 01

Não era muito frequente passarmos pela Iguaçu, mas, como uma velha conhecida, ela sempre estava por lá, distinta das demais. A grande área em que estava e  rodeada de velhos ciprestes trazia ainda mais o clima temperado de outras latitudes. 
Num dia inesperado, estava cercada e condenada e... foi-se. 


Essa casa sempre nos pareceu muito simpática. As proporções entre   os volumes muito harmoniosa, estes pequenos blocos de pedra espalhados  na fachada, o muro  com telhinhas e gradil diferenciado, além de toda história que deveria conter fazem sentir o ar nostálgico.

O mais interessante seria ter informações completas da casa como plantas, arquiteto, concepções, móveis que continha, genealogia da família, tudo isto dá contexto ao imóvel e foge-se de um discurso exclusivamente estético e catalográfico. Mas é um tipo de trabalho que envolve grande quantidade de tempo, preparação e antecipação e desejo dos envolvidos de que tudo isto fique documentado. Na provinciana Curitiba é muito improvável.

Numa época de construções pasteurizadas, homogenizadas, preferimos o ar nostálgico de construções com um passado mesmo que sem muita significação arquitetônica para os especialistas. Basicamente porque simplesmente elas nos comovem. 
   

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