De novo um complexo de sentimentos de indignação, perda, inconformidade e de absurdidade (sim, essa palavra existe) pelas coisas serem consideradas efêmeras, o valor implícito delas já não mais existe, não importa.
Acabamos de chegar e tivemos que bater esta foto passando vagarosamente e com a típica impaciência dos outros em perder segundos nos seus pijamas de lata.
Foi-se a casa, mais uma dentre tantas, projetada por Lolô Cornelsen. Da concepção avançada, da inspiração em constituir um átrio a partir da experiência da Guerra, tudo virou escombros e têm-se somente isto em palavras, não mais materializadas.
Para maiores detalhes e mais fotos espetaculares da casa conferir
o site "Circulando por Curitiba"(aqui) e também consultar o livro "Espirais de Madeira" de Irã Taborda Dudeque. No portal do próprio Lolô Cornelsen há plantas e referências artísticas à casa, como os mosaicos que lá uma vez estiveram (clique aqui).
Se não me engano, de acordo com o livro, era uma das primeiras experiências de Lolô, ainda amadurecendo seu "fazer arquitetônico". Deixaram a figueira, apenas. Talvez por acharem bonita para constrastar com a aridez do prédio que virá em seguida. Ou quem sabe a motosserra engasgou no dia.
A casa era assim (imagem retirada do google maps).
Ficava na Rua José de Alencar entre as ruas Fernando Amaro e Reinaldino S. de Quadros.



