Em Curitiba, o ritmo alucinante da especulação imobiliária continua dizimando casas emblemáticas e as mais simples, inclusive. Sepultam junto com a identidade de um lugar, as histórias e memórias coletivas e individuais.
Em nome do chamado progresso, camufla-se as intenções de lucro fácil, descaso com qualquer elemento do passado e desrespeito com as pessoas que já se foram e com o que nos relegaram. Uma cultura não existe sem memória, e para preservá-la precisamos destes testemunhos. E nos extentores de sua agonia, as casas podem nos contar histórias, mesmo que seja seu lamentável último suspiro.
Em nome do chamado progresso, camufla-se as intenções de lucro fácil, descaso com qualquer elemento do passado e desrespeito com as pessoas que já se foram e com o que nos relegaram. Uma cultura não existe sem memória, e para preservá-la precisamos destes testemunhos. E nos extentores de sua agonia, as casas podem nos contar histórias, mesmo que seja seu lamentável último suspiro.
Este é o título dos registros que estamos documentando das casas sendo demolidas quando conseguimos registrar. Porque é sempre uma surpresa, de repente, se foram, num piscar de olhos.
Essa foto é de uma casa de influência germânica na Av. Iguaçu, entre a Bento Viana e a Alferes Ângelo Sampaio. Mostra-a alguns dias antes de ser demolida totalmente, provavelmente para ser substituída por essas bizarrices prediais. Lá se vão jardins, árvores e aquilo que fundamentou um dia denominar Curitiba de "capital ecológica". Voltaremos a falar dessa casa por causa de suas características peculiares.
Sentimo-nos péssimos toda a vez que detectamos mais uma dessas demolições, e nem somos arquitetos e nem profissionais da área. Prova de que a sensibilidade pelas casas é transcultural.
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